Numa escala constante desde os anos 90, o Brasil foi aceitando passivamente a violência contra a vida a ponto de, nos últimos anos, mais de 13% dos homicídios no mundo acontecerem em solo brasileiro. A despeito da indecência desse número, a segurança pública nunca havia entrado de forma consistente no centro da agenda pública nacional. Depois da eleição de outubro, com as urnas sinalizando uma demanda por ordem, a tendência mudou.

Tanto que Goiânia foi incluída, na condição de única capital, entre as cinco cidades do projeto piloto de enfrentamento da criminalidade do Ministério da Justiça.

Em pouco mais de 40 dias, 80 homens da Força Nacional tomarão parte no policiamento ostensivo dos bairros das regiões Noroeste em Oeste, onde foram registrados 123 assassinatos de janeiro a abril deste ano.

O mérito do projeto não reside só no reforço de pessoal, mas também na articulação, pela reafirmação do federativo entre União, Estados e municípios. Trata-se de pensar uma estratégia para articular polícia comunitária com polícias especiais.

E também investir em outras frentes de cunho social, para que a diminuição da violência não seja responsabilidade exclusiva dos órgãos de segurança.