Celebrar datas que não tenham apelo comercial não é o forte do brasileiro. Um exemplo é o Dia Nacional do Cerrado, “comemorado” dia 11 de setembro, ou seja, no último sábado. Poucos ficaram sabendo, o que demonstra o quanto esse importante bioma ainda não recebe o cuidado e a importância que merece.

Segundo maior da América do Sul, com quase 2 milhões de km² de área e abrangendo 22% do território brasileiro, o bioma Cerrado tem peculiaridades que o faz brotar a cada queimada e a resistir às várias ameaças. Mas até quando será assim?

A cada ano o mundo sente na pele, literalmente, o aumento de temperatura e escassez de chuva, consequências imediatas dos maus tratos aos nossos ecossistemas. O avanço indiscriminado das áreas plantadas sobre essa vegetação baixa e retorcida predominante no Centro-Oeste, assim como o fogo descontrolado, afeta também a população de animais e os mananciais, causando danos que a longo prazo cobrarão um preço caro, que pode custar vidas. Urge, então, que comunidade e autoridades busquem o equilíbrio entre cuidar do que a natureza nos oferece e cultivar o alimento que nos mantém vivo. Claro está que não estamos agindo da melhor forma, pois as consequências estão aí para todos verem e sentirem.