A Câmara dos Deputados aprovou ontem alteração no Código Penal para punir as pessoas que furam a fila de vacinação contra o coronavírus. Os parlamentares também aprovaram a proposta que aumenta a pena para quem destruir, inutilizar vacinas ou insumo usados contra a Covid-19. As duas matérias seguem agora para apreciação do Senado. A pena para quem infringir a ordem de vacinação prevê reclusão de um a três anos, e multa, mas é aumentada em um terço se o agente falsifica atestado, declaração, certidão ou qualquer documento.

Ainda ontem, a exemplo do que tem havido em outras cidades, o Ministério Público do Estado de Goiás instaurou inquérito para apurar má gestão da vacina em Orizona.

Isso porque, na relação divulgada pela prefeitura, constavam nomes de funcionários públicos, agentes políticos, incluindo o secretário de saúde do município, médicos veterinários e personal trainers que foram imunizados antes de idosos.

Ambos os casos mostram a ação do poder público no sentido de assegurar a lisura do processo, grandioso por si mesmo. E os casos detectados, embora abjetos, não ocorrem com frequência capaz de apagar o mérito desse esforço da sociedade.