Praticamente 9 em 10 servidores ativos da Assembleia Legislativa de Goiás ocupam cargos de confiança, indica levantamento publicado na edição de ontem. Isso vale dizer que esses 3.177 profissionais (número que por si só já representa um aumento de 25% nos últimos 10 anos) chegam ao serviço público por intermédio de nomeações políticas, sem necessidade de concurso público, como exigido dos trabalhadores efetivos. Esses, por sua vez, somam 354 vagas.

O contingente faz com que o Legislativo Estadual tenha a maior proporção de nomeados políticos na comparação com as oito maiores casas legislativas estaduais, além do Senado e da Câmara dos Deputados. O número não só legitima como faz imperativa a reflexão sobre a necessidade de cortes levantada pela atual gestão da Casa, cujos porcentuais de cargos a serem extintos não foram definidos.

Outro fator importante a ser considerado é o entendimento fixado pelo Supremo Tribunal Federal em outubro do ano passado, pelo qual a criação de cargos em comissão somente se justifica para o exercício de funções de direção, chefia e assessoramento, não se prestando ao desempenho de atividades burocráticas, técnicas ou operacionais.