O feriado prolongado de carnaval ainda não acabou, mas as rodovias já acumulam estatísticas sangrentas, com número preocupante de acidentes, mortos e feridos. As chuvas intensas, o maior movimento de veículos e a letal combinação de álcool com volante, mais frequente no período de festas, contribuem para a violência nas estradas, com números de mortes comparáveis aos registrados em guerras. O dramático saldo reforça a certeza de que é imprescindível um trabalho responsável, permanente e incansável de educação para o trânsito, já a partir da infância. Somente com a internalização de conceitos de segurança, associada a punição severa, será possível conquistar a segurança ao volante, patamar já alcançado por diversos países que investiram em uma política ininterrupta de conscientização. O Brasil tem leis avançadas na área graças à modernização implementada pelo Código Nacional de Trânsito. No entanto, a imprudência se mantém no ranking de uma das principais causas dos acidentes, o que revela deficiência em algum dos pilares que sustentam a política de segurança. A fiscalização e a educação se colocam nesse cenário como instrumentos fundamentais para garantir a vida.