Há um ciclo vicioso do transporte coletivo no Brasil. Sangria de passageiros do sistema reduz a receita, que por sua vez interfere na qualidade do serviço. <QA0>
Não há como recuperar usuários apenas na consciência cidadã. Há um limite para a renúncia ao conforto individual em nome da coletividade. 
É importante encarar o desafio do financiamento do serviço essencial à mobilidade, sobretudo nas grandes cidades. É um tema que deve nortear a agenda da sociedade como um todo, não somente de quem usa ônibus. Nesse contexto, merece destaque o sistema de pagamento de bilhetagem lançado ontem pela RedeMob Consórcio, que administra o transporte público da Região Metropolitana de Goiânia. 
A biometria facial de beneficiados com gratuidade, por exemplo, reduz a possibilidade de fraudes. O amparo social, vital para muitos setores, se presta a distorções populistas por parte dos políticos, quando não mau uso do próprio beneficiado, que transfere o benefício mediante pagamento. 
É um bom começo.
Resta agora seguir avançando, também em favor do usuário eventual e turista, que continua tendo o acesso burocratizado ao sistema da região metropolitana.