No fim de maio, surgiu a informação de que Goiás figurava entre os cinco Estados com alerta de emergência hídrica. Segundo o Sistema Nacional de Meteorologia (SNM), a maior parte da região central do País entra na fase com menor volume de chuvas de forma crítica. Reportagem de Katherine Alexandria, publicada semana passada, expõe que a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico reconhece a “situação de escassez hídrica quantitativa na Região Hidrográfica do Paraná”, que inclui, além de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná.

Na quarta-feira, porém, veio um entendimento mais consolidado. Consultoria que ajudou o governo no apagão de 2001, a PSR Energy avalia em relatório que não haverá necessidade de cortes de energia em 2021. Foram avaliados dois cenários das condições hídricas até o fim do ano. No primeiro, conservador, considera que o nível de chuvas será equivalente ao de 2020, que foi o pior da história. No segundo, de estresse, considera chuvas equivalentes a 90% do volume de 2020 e alta de 3% na demanda. Em ambas simulações, não houve corte de energia.

Contudo, os números, antes de liberar o gasto inconsequente, ensejam reflexões para que os cenários se confirmem.