Goiás vivenciou ontem um dos dias mais tristes de sua história recente, com a morte do prefeito licenciado Maguito Vilela, após comovente batalha de 84 dias contra a Covid-19. Se a democracia é a expressão mais contundente do desejo popular, ele era depositário das aspirações não só dos 277.497 goianienses que nele votaram em outubro, mas de toda uma sociedade madura para trilhar os rumos designados pela maioria.

Porém, até para que não escasseie a coragem exigida pelo momento, cumpre lembrar que as ideias sobrevivem ao homem. Talvez não haja melhor maneira de honrar a luta do prefeito em seus últimos dias do que fazer valer a proposta vitoriosa na campanha. Parece complexo, num ambiente político afeito a personalismos. Mas é dessa forma que os munícipes da capital serão respeitados pelos homens a quem a história colocou no governo.

Ao longo de uma trajetória pública plena de serviços ao Estado e ao País, Maguito Vilela se cristalizou como um conciliador. Executava com energia, mas sem jamais ceder à surdez seletiva que acomete políticos de menor envergadura. Nunca lhe faltou humildade para ouvir. Nesse instante em que a dor da perda se impõe, cumpre lembrar seus herdeiros desse legado.