Ficar em casa e manter o isolamento social é uma das medidas apontadas mundialmente como mais eficazes no combate à propagação do novo coronavírus. A louvável iniciativa, porém, não é acessível a todos, pois a manutenção de serviços considerados essencial obriga uma gama importante de trabalhadores a deixarem seus lares para suprirem necessidades cotidianas em áreas como saúde, segurança, alimentação, transporte, limpeza e outras.

Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria apontou que trabalhadores de baixa renda são os que têm mais dificuldades em realizar home office em virtude da natureza dos serviços que prestam. Outra face cruel apontada pelo levantamento é de que a grande maioria dos entrevistados disse ter medo de contaminação.

No entanto, mesmo com o temor, esses cidadãos deixam seus lares diariamente para garantir que o País siga ativo e as pessoas tenham suas necessidades primordiais do dia a dia realizadas.

Daí a importância da valorização desses profissionais que estão na linha de frente de serviços fundamentais e também aqueles cujos préstimos nem sempre são reconhecidos, mas que são imprescindíveis para que, quem puder, fique em casa.