A pandemia trouxe novos olhares para o papel do Estado, sobretudo na maior economia do mundo. Os Estados Unidos esvaziam em parte a lógica liberal ao prever um pacote de socorro em duas partes. A primeira consiste num conjunto de medidas, no valor total de R$ 9,5 trilhões, para aliviar as perdas provocadas pelo vírus, sob o nome de Plano de Resgate Americano. Esse recurso atende pequenas empresas e famílias mais pobres com auxílio emergencial. A segunda parte abarca plano de investimento em infraestrutura, chamado de Plano de Emprego Americano, no valor de US$ 2,25 trilhões distribuídos, nos próximos oito anos.

A releitura do momento mostra que o discurso de um estado omisso diante das crises cíclicas pode se enfraquecer. Salvando todas as proporções em termos simbólico e econômico, a Assembleia Legislativa aprovou ontem o pacote de benefícios formulado pelo governo Caiado, que prevê um programa de transferência de renda e bolsas de incentivo a qualificação e alfabetização, além de um auxílio-alimentação para estudantes.

O impacto será de R$ 250,6 milhões pelos próximos 24 meses. O amparo social surge como o caminho mais curto para a tão almejada retomada.