A possibilidade de uma segunda onda da pandemia do novo coronavírus deve colocar de prontidão as autoridades de saúde, os gestores públicos e os cidadãos para evitar que a tragédia sanitária em curso ganhe dimensões ainda mais dramáticas. Alguns Estados brasileiros já começam a enfrentar sinais de um novo colapso no sistema hospitalar, registrando aumento da procura e déficit de leitos.

A realidade impõe que os governos se preparem para a perspectiva de aumento de casos, elevando o patamar de mortes que já se encontra em escala inadmissível. Medidas urgentes para rastreamento de contaminados, ampliação da testagem e preparação para reabertura de leitos desativados devem estar no foco das administrações.

De seu lado, a população não pode, absolutamente, relaxar seus cuidados, confiante numa desejada trégua que, infelizmente, parece que não se concretizar á este ano. Enquanto a vacina não chega, é imprescindível que o aprendizado de sofridos nove meses seja utilizado com sabedoria para reduzir as perdas irrecuperáveis da pandemia. Responsabilidade, disciplina e senso de comunidade podem salvar muitas vidas.