Baseada no levantamento dos três dias compreendidos entre 9 e 11 deste mês, reportagem nesta edição reforça um alerta já por demais dado. Com uma vazão de 2.840 litros por segundo no ponto de captação da Saneago, o Rio Meia Ponte encontra-se em nível crítico 2. Isso vale dizer que, diante desse quadro, já são passíveis medidas mais severas de gestão, como a redução pela metade das outorgas vigentes, à exceção do volume capturado para o abastecimento das residências.

Contudo, segundo o Comitê da Bacia do Rio Meia Ponte, a adoção da estratégia de contenção vai depender das leituras dos próximos dias, criando uma base mais ampla de informações para a tomada de decisão.

Em 2017, o Estado cruzou o período de estiagem no Cerrado com dezenas de bairros sob o drama das torneiras secas. O trabalho de prevenção, alicerçado na antevisão dos cenários críticos, permitiu que o problema não se repetisse no ano passado.

Pede-se, pois, que o rigor no controle e a transparência na gestão sigam assegurando a segurança hídrica na maior concentração urbana de Goiás.