Foi na sexta-feira, mas poderia ter sido em qualquer outro dia em que as nuvens despejam água em velocidade um tanto acima da média. A paisagem urbana na capital é tomada por um cenário tristemente familiar nessas ocasiões: quedas de árvore, carros ilhados, semáforos apagados e até asfalto arrancado pelas correntezas urbanas formadas sobre o solo impermeabilizado. Não é seguro ser surpreendido nas ruas de Goiânia em dias assim, mostram as ocorrências recentes.

Prédios públicos também sofrem as consequências. Na Vila Aurora, por exemplo, bastaram dois minutos de enxurrada para que o centro médico da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) fosse alagado, forçando a saída das

40 pessoas que lá estavam.

Diante da repetição

e da rapidez desses fenômenos, é fundamental o mapeamento dos locais de súbito alagamento, para a realização de ações que possam pelo menos minimizar esses efeitos.

Até porque virá um novo período de seca e haverá longos meses para que intervenções possam assegurar alguma melhora já para a próxima temporada
de chuvas. É nessa época que a capital mostra a sua vulnerabilidade numa constância quase inaceitável.