Reportagem nessa edição exibe contornos locais de uma decisão já anunciada pela direção do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Em meados de dezembro passado, o órgão anunciou corte de 50% da estrutura administrativa. E isso passa pelo fechamento de unidades de atendimento presencial. A previsão é fechar 500 agências até julho de 2020, transferindo parte da demanda a prefeituras que se disponham a parcerias, parte para o ambiente digital. Hoje são 1,2 mil.

De fato, dos 96 serviços oferecidos pelo INSS, 90 podem ser requeridos pela forma digital. Há em torno de 1 milhão de pedidos mensalmente de benefícios ao INSS, tendo solicitações de auxílio-doença e aposentadoria no topo da lista.

Resta uma pressão política, sobretudo de parlamentares com
base em pequenos e médios municípios, pela manutenção dos espaços. Por outro lado, um órgão com déficit gigantesco e serviço ineficiente precisa, urgentemente, adotar medidas que lhe assegurem a prestação
do relevante serviço.

A maneira mais eficiente de avançar nesse sentido, considerando as implicações políticas e operacionais, é a máxima transparência sobre as decisões que o INSS vai levar a cabo, cujos efeitos, como se vê nessa edição, já se farão sentir.