O avanço da variante Delta fez o Ministério da Saúde anunciar, no fim de agosto, a aplicação da terceira dose ou dose de reforço da vacina. A dose de reforço, já aplicada em alguns municípios, contempla idosos que completaram o esquema vacinal há mais de seis meses. 

Reportagem na edição de ontem mostra que a quantidade de mortes entre pessoas com 60 anos ou mais subiu 4% em julho, em Goiás, em comparação com junho. A proporção de mortes nessa faixa etária também aumentou 32,9%. Autoridades de Saúde interpretam esse fenômeno como resultado da diminuição da proteção contra a doença entre idosos.

Além da questão epidemiológica, há estudos científicos mensurando o impacto dos imunizantes na variante Delta, embasando a estratégia: a Pfizer apresentou efetividade de 88%, e a Astrazeneca, de 67%. Para a Coronavac, ainda não há dados disponíveis, diz o Ministério da Saúde.

Embora haja uma sensação nem de todo errada de que a pandemia está arrefecendo, o patamar de estabilidade se mostra muito alto de casos. É importante que não baixemos a guarda, incentivando medidas restritivas para além dos recursos farmacológicos, para frear as cadeias de transmissão e dificultar novas mutações do vírus.