Objeto de reportagem na edição de ontem, Índice Multidimensional de Carência das Famílias (IMCF) do Instituto Mauro Borges traz elementos para que o Estado possa encarar a desafio do social. Os maiores hiatos por preencher nesse sentido, segundo a pesquisa, são a moradia e a educação. Embora no aspecto geral o índice tenha apresentado melhoras, a noção de
que há áreas com desempenho abaixo da média permite corrigir rumos e preservar energia, tanto política quanto econômica.

O levantamento considerou um universo de 829.774 domicílios. As regiões Nordeste, Norte e Entorno do Distrito Federal figuram entre as que exigem maiores indicadores de pobreza, o que permite aos gestores aliar estratégias geográficas aos programas setoriais.

Na visão do diretor do Instituto, André Gondim Nogueira, a pesquisa expõe “pessoas que estavam desprotegidas no radar das políticas públicas federais, estaduais e municipais”. Essa é uma boa notícia.

Roga-se, no entanto, que esses elementos técnicos fornecidos pelo IMCF sejam sólidos o suficiente para resistir a eventuais pressões políticas e outros fatores que terminam por desviar os governos de sua dimensão mais humana.