Conforme adiantado no Giro de ontem e aprofundado em reportagem nessa edição, se aprovada a reforma do Estado protocolada pelo governo federal no Congresso, um em cada quatro municípios goianos sairão do mapa. Pelo novo pacto federativo em análise, seriam anexadas às prefeituras vizinhas cidades hoje com menos de 5 mil habitante com menos de 10% de receita própria, ou seja, dependentes viscerais de repasses.

Trata-se de uma medida delicada, porque, embora eivada da intenção de racionalizar os gastos públicos, impacta sobre questões intangíveis, como identidade de comunidades.

De qualquer forma, é possível, sem corroer questões locais de pertencimento, assegurar eficiência na prestação de serviços à população. Combater o desperdício é um caminho racional para o atingimento desse objetivo.

Porque o atual pacto federativo inverte uma lógica: em vez de o serviço público prestar serviços à sociedade, é a sociedade quem serve ao poder público, sustentando máquinas sem fôlego para existir por força própria.

O País precisa ter maturidade para encarar esse debate de forma madura, sem afetações político-eleitorais e com respeito à autonomia das comunidades.