A pandemia tem sido notória fonte de angústias, dentre as quais o sistema de ensino se coloca em posição central. Diante da impossibilidade de retomada das aulas presenciais, fica patente o risco de evasão escolar de famílias de renda menor, privadas da estrutura tecnológica necessária ao bom aproveitamento das aulas. O resultado mais óbvio dessa consequência seria o aprofundamento da já indecente desigualdade social no País.

Daí a importância da discussão da retomada segura do calendário escolar, objeto de entrevista da secretária de Estado da Educação, Fátima Gavioli, ao POPULAR. Trabalha-se, no âmbito do governo, com um horizonte para o retorno dos estudantes às escolas na segunda quinzena de agosto. Como se tratam de estruturas complexas e pesadas, é saudável que se imagine cenários com antecedência. Não sóna questão sanitária, necessária para que os espaços possam voltar a receber crianças e jovens, mas também na pedagógica.

Urge que o planejamento leve em consideração a impossibilidade de se vencer o currículo nesse 2020, assumindo que parte desses conteúdos possam ser trabalhados no futuro, sem prejuízo à formação de todos.