Num momento em que a sociedade desperta para os efeitos sociais nefastos da violência contra a mulher, buscando punição de agressores e conscientização geral, os números dão a dimensão do desafio que se tem pela frente. Mulheres e meninas são as principais vítimas de violências domésticas, sexuais e outras violências. Conforme dados registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), elas representam 65,85% do total de vítimas.

É forçoso aqui considerar um agravante da covardia. Entre as pessoas de 15 a 19 anos, as meninas são 62,3% das vítimas de violências notificadas pelo Sinan entre 2010 e 2015. Ou seja: as mulheres jovens estão em exposição ainda mais acentuada.

Ontem, um agressor
de 22 anos foi preso preventivamente sob suspeita de agredir a companheira, uma adolescente de 16 anos. Durante o episódio de violência, observado no último dia 18 de fevereiro no Jardim Guanabara, a adolescente teve o nariz quebrado e sofreu lesões no corpo. Ao deixar o hospital, a jovem registrou o boletim de ocorrência, permitindo que os policiais o achassem ontem. É fundamental, pois, que a sociedade crie um ambiente onde as vítimas se sintam acolhidas e estimuladas a denunciar os abusos de seus algozes.