Ao contrário do que se observa na natureza em seu estado bruto, as cidades são formadas por muitos elementos artificiais, cujo resultado também se traduz em solo impermeabilizado e consumo de energia com geração de resíduos, poluição atmosférica, hídrica, sonora e visual. Não à toa que, no Brasil, centros urbanos se notabilizam pelo desconforto térmico, agravado pelo clima tropical.

Neste contexto, é ponto pacífico a manutenção de áreas verdes urbanas como antídoto a esses desconfortos. Isso sem falar na arborização como fator que favorece o bem-estar da população, diminuindo a poluição e valorizando imóveis.

Reportagem na edição de sexta-feira mostra que o consórcio responsável pela obra do corredor BRT Norte-Sul em Goiânia ainda está pendente de plantar cerca de 20 mil mudas - quase 80% das 25.206 previstas no Termo de Compensação Ambiental firmado. Desde o início da obra, em 2015, foram extraídas 2.130 árvores, conforme a Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana.

O BRT é uma das obras mais relevantes da capital, na medida em que pensa a mobilidade pelos anos vindouros. Contudo, para que o máximo de benefício se materialize, é fundamental que esse avanço não nos deixe mais cinzas.