Poucos setores foram tão maltratados pela guerra ideológica ora em curso no Brasil quanto a educação. A despeito dessa jornada assimétrica e confusa, a força das comunidades escolares se sobressai a ponto de oferecer uma notícia boa. Dados divulgados ontem pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) mostram que, em comparação com 2017, o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) do ensino médio no Brasil foi de 3,8 para 4,2 — numa escala de zero a 10.

O desempenho ainda está aquém da meta proposta, de 5,0, mas não deixa de ser uma prova de resiliência de um sistema que, a julgar pela inércia do MEC, foi deixado à própria sorte.

Todas as redes estaduais de ensino médio do país registraram, de forma inédita, avanço no Ideb. De cada dez alunos na etapa, oito estão em escolas ligadas às redes estaduais. Goiás teve, a exemplo de 2017, a maior nota em 2019: de 4,7.

O estado integra com Pernambuco as únicas duas redes que atingiram as metas do indicador para o ano passado.

O papel do poder público, como provedor, é fundamental. Mas é sobretudo a força de professores, estudantes e servidores da educação que permite ao Brasil algum respiro numa área sem a qual não há sonhos.