O sequenciamento genético das variante do Sars-CoV-2, levado a cabo por pesquisadores da Universidade Federal de Goiás (UFG), conduzem a duas conclusões importantes. A primeiro é que a ciência, em tempos pandêmicos, é o melhor antídoto contra discursos irresponsáveis, elaborados à luz de pretensões eleitorais mais imediatas. A segunda é que, com a transmissão comunitárias de cepas virais mais infecciosas, o isolamento ora exigido da população é a forma mais eficaz de evitar que o vírus siga em mutação.

O surgimento de uma variante resistente às vacinas representaria o recomeço de um novo ciclo, com impactos imprevisíveis para a humanidade.

A estratégia tem inclusive provocado a adesão de mais gestores. Ontem, os municípios de Águas Lindas, Santo Antônio, Valparaíso, Luziânia, Novo Gama e Cidade Ocidental, no Entorno do Distrito Federal, aderiram ao decreto do Governo de Goiás, com o escalonamento das atividades econômicas com 14 dias de suspensão e 14 de liberação.

O discurso do enfrentamento do vírus na base da coragem já não pode ser aceito. É preciso exigir apoio a trabalhadores e empresários e agilidade da vacinação, sem os quais não há saída duradoura para a crise sanitária.