As chuvas dos últimos dias, embora esparsas, começam a aliviar a agonia da seca, que já impunha sacrifícios a algumas cidades. Reportagem nesta edição mostra o aumento da vazão na bacia do Rio Meia Ponte, que atende a região mais populosa do Estado. Tanto que a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável já raciona estratégias com o aumento da oferta de água. Já são 4,7 mil litros por segundo (l/s), o que reduz o nível de criticidade que, em setembro, roubou noites de sono de todos.

Além da chuva, ainda tímida para uma recomposição dos mananciais, pesou a abertura de uma comporta da Fazenda Amaralina, na zona rural da capital, aliviando a pressão no sistema. A avaliação dos técnicos do governo é que o manejo foi bem sucedido, diante de uma quadro de escassez de chuvas que se anunciava histórico.

Contudo, como os próprios especialistas observam, não é hora de interpretar o refresco hídrico como fim da crise. Só o consumo consciente, de toda a sociedade, vai permitir que não haja recuos no nível crítico do Rio Meia Ponte e, daqui por diante, a recomposição seja contínua.