Bodrum – Dias após o mundo ter sido impactado pela imagem de um menino morto por afogamento em uma praia da Turquia, a única coisa que impedia mais refugiados sírios de tentarem fazer a mesma travessia era a grande presença da mídia no local.

“Vimos a foto do bebê, (mas) não temos outra chance”, disse Abdulmenem Alsatouf, de 36 anos, pai de três crianças e que já foi dono de um mercado na cidade síria de Idlib. Enquanto um tribunal turco denunciava quatro supostos traficantes de pessoas por ligação com a morte do menino de 3 anos, Alsatouf era um dos milhares de imigrantes esperando a chance de desbravar os quatro quilômetros de distância pela água até a ilha grega de Kos, de onde partem para a Macedônia e depois Hungria.