O estado americano da Geórgia começará o ano com eleições. Na terça (5), os eleitores voltam às urnas para uma espécie de segundo turno, para decidir quem serão seus dois representantes no Senado. Em novembro, nenhum dos candidatos conseguiu mais de 50% dos votos e, segundo as leis estaduais locais, é necessário mais uma etapa de votação.A decisão dos eleitores da Geórgia é vista como fundamental para o governo do presidente eleito, o democrata Joe Biden. Hoje, o partido Republicano tem a maioria dos assentos, com 52 senadores de um total de 100. As duas vagas em jogo são de senadores republicanos. Ou seja, caso os democratas vençam as disputas, o partido rival perderá a maioria na Casa.Os correligionários de Biden possuem 46 senadores hoje e as duas cadeiras restantes são de parlamentares independentes – Angus King, do Maine, e Bernie Sanders, de Vermont. Apesar disso, ambos votam com os democratas. Sanders, inclusive, disputou a nomeação para ser candidato democrata nas duas últimas disputas presidenciais. Desta forma, se os candidatos democratas vencerem na Geórgia, a Casa, na prática, ficaria dividida em 50 a 50. Mesmo assim, o partido de Biden teria vantagem, já que as votações que terminam empatadas recebem o voto de minerva do presidente da Casa. Nos Estados Unidos, o vice-presidente da República comanda o Senado. Desta forma, a democrata Kamala Harris decidirá os placares em igualdade.CandidatosEm 3 de novembro, os eleitores da Geórgia, diferentemente dos outros estados, votaram duas vezes para senador. Isso ocorreu devido a uma situação especial – uma destas vagas está sendo definida por meio de uma eleição extemporânea para a ocupação de uma cadeira vaga no meio do mandato. Isso ocorreu porque o senador republicano Johnny Isakson renunciou ao seu mandato no dia 31 de dezembro de 2019 devido a problemas de saúde.Segundo a lei do estado, o governador Brian Kemp indicou um substituto provisório, a republicana Kelly Loeffler, até que novas eleições fossem realizadas. Loeffler disputa a vaga contra o democrata Raphael Warnock. Na primeira disputa, ele terminou na frente da republicana – teve 32,9% dos votos contra 25,9%. Como ninguém ultrapassou 50%, ambos se enfrentarão de novo na terça (5). Quem vencer termina o mandato que vai até o fim de 2022.Na outra disputa, o senador republicano David Perdue disputa a vaga ordinária contra o democrata Jon Ossoff. Em 3 de novembro, Perdue terminou na frente, com 49,73% dos votos. Ossoff teve 47,95%. Vale lembrar que a Geórgia foi um dos chamados estados-chave na eleição presidencial que definiram a vitória de Joe Biden. O democrata teve cerca de 12 mil votos a mais que o presidente Donald Trump e garantiu os 16 delegados do estado no colégio eleitoral.