Uma bomba explodiu em meio a fiéis sunitas que deixavam um templo a oeste de Bagdá, em um dos dois ataques que resultaram em sete mortes no Iraque, nesta sexta-feira. Policiais disseram que a bomba que foi deixada hoje ao lado da mesquita de Omar matou quatro pessoas e feriu outras 11.
 
Policiais disseram que dois carros com homens armados atacaram um posto de segurança na cidade de Faluja, matando três policiais e deixando dois feridos. Faluja é um antigo reduto da Al-Qaeda e fica 65 quilômetros a oeste de Bagdá. Profissionais de saúde confirmaram as mortes, mas pediram anonimato por não serem autorizados a falar com a mídia.
 
Forças de segurança iraquianas se esforçam para conter o maior ciclo de violência no país desde que os soldados norte-americanos deixaram o Iraque, em 2011. Mais de 30 templos sunitas foram atingidos nos últimos dois meses e mais de cem fiéis foram mortos. O Iraque registra também ataques a áreas xiitas, forças de segurança e outros alvos.
 
A onda de ataques provocou temores de que o país poderia entrar na espiral que leve o Iraque à beira de uma guerra civil, como aconteceu entre 2006-2007. A tensão decorrente de meses de protestos contra o governo xiita, liderados pela minoria sunita - que se sente marginalizada -, aumentou consideravelmente no mês passado, após a repressão por parte de forças de segurança contra um acampamento de militantes sunitas.
 
Em uma manifestação em favor da unidade nacional, xiitas e sunitas se uniram, hoje, para orar em um templo xiita na cidade de Bagdá, em meio a fortes medidas de segurança.
 
O clérigo sunita Khalid al-Mulla pede ao governo e à população do Iraque que parem com o derramamento de sangue e unam-se contra "os terroristas que querem matar seus filhos em nome do Islã".
 
Militantes sunitas, incluindo a Al-Qaeda, costumam atacar templos xiitas e forças de segurança do governo, mas os ataques a templos sunitas elevaram os temores de que as atividades de milícias xiitas tenham aumentado. As informações são da Associated Press.