O Vaca Amarela já foi para o Rio de Janeiro numa edição especial dentro da Paralimpíada em 2016. Tem um palco consagrado com passagens de grandes nomes, como Gabriel O Pensador, Emicida, Fresno e Pablo Vittar. Sempre abriu espaço para novas bandas da cena alternativa de Goiás e do Brasil. Cheio de histórias e de conquistas, o festival completa 18 anos e celebra a data com uma programação com mais de 30 atrações com apresentações desta quarta (25) a domingo (29), no Teatro Sesc Centro e no Centro Cultural Martim Cererê.

A edição comemorativa do Vaca não foge da sua tradição e aposta na diversidade. Pop, rock pesado, MPB, carimbó, eletropunk e pocnejo estão na programação. Os dois primeiros dias serão no Sesc Centro, a partir das 20 horas, e sexta-feira o evento segue para o Martim Cererê. Os primeiros shows serão dedicados a bandas de destaques da cena nortista, como Jamrock, que tem referências que passeiam de Bob Marley ao Movimento Roraimeira. O grupo é formado por Ana Gabriela, Hugo Pereira, Hyago Moura, Everson Vizotto e Bebeco Pujucan.

De Roraima, outro destaque na programação do teatro é a banda Bodó Valorizado, que é formada por Géris-ked Júnior, Hugo Pereira, Hyago Moura e Everson Vizotto. O repertório é dançante e bem-humorado. Estão escalados também Modesto a Parte e Urutu do Olho Fundo. “São grupos que invadiram Goiânia desde abril, como forma de intercâmbio musical e começaram a tocar em vários espaços e conquistaram um lugar na festa”, afirma o produtor do festival, João Lucas Ribeiro, da Fósforo Cultural.

O cardápio regional é muito bem representado. Tem rock pesado de Aurora Rules e Overfuzz, pop rock de Violins e Casa Bizantina, a cantora Bruna Mendez, que mescla música sintetizada e MPB, bem como estreantes, caso de Salve as Abelhas, Rotação Perfeita, Gasp, Ousel, Gawgav, entre outros. “Foram selecionadas atrações que têm um histórico com o Vaca Amarela e o que tem de mais legal acontecendo na cidade. Tem também o gosto pessoal. Sou uma diversidade ambulante, ouço de Madonna a banda Pantera”, comenta João Lucas.

Segundo ele, pelo terceiro ano seguido o Vaca Amarela não conta com nenhum tipo de incentivo público e é realizado de forma independente. “Se não fosse pelas bandas, público e amigos, o festival não aconteceria. Eventos que não têm apelo meramente comercial, como é o nosso caso, com histórico de 18 anos consecutivos, deveriam ter um cuidado especial por parte das gestões de cultura. Mas não podemos deixar de realizar. Vamos fazer sempre do tamanho que for possível. Até na garagem da minha casa”, ressalta.