O ritmo é certo para o musicista Daniel Lima, de 21 anos, que estudou no Instituto de Artes Basileu França (Itego) e hoje integra a Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás. Durante os anos em que estudou violino em curso técnico do espaço, o maranhense residente em Goiás há mais de uma década teve a oportunidade de estar na Alemanha, na Venezuela e na China.

“É algo impressionante. Nunca que minha família teria recursos para arcar com essas viagens. Foi uma oportunidade única de conhecer e ter experiência com outras culturas completamente diferentes”, explica Daniel, morador do Parque Anhanguera, Região Sudoeste de Goiânia. O violinista diz que as viagens possibilitaram uma compreensão mais apurada sobre o seu lugar de origem. “É um choque cultural como artista, pessoa e profissional.”

A música, para Daniel, move a sua forma de olhar para o mundo. Não à toa, o instrumentista vive exclusivamente da música. “O Basileu me preparou enquanto profissional para estar em palcos de qualquer lugar do planeta. Há todo um impacto social de jovens beneficiados”, comenta.

Ao seu lado, a flautista Sarah Orioli, de 26 anos, também enxerga na música o desejo de realização. Na semana passada, por exemplo, a musicista foi parar na Oxford Flute Summer School, festival no Reino Unido. Aluna durante anos do Basileu França e hoje integrante da Orquestra Sinfônica Jovem, a goiana já percorreu América do Sul, Ásia e Europa em turnês internacionais.

“É um aperfeiçoamento. A partir do momento em que temos o contato com outros artistas de diferentes lugares, aprendemos a entender e a dialogar com o outro e o novo. É algo que te molda”, explica Sarah. Vinda de uma geração antenada e que nasceu junto à globalização, ela, além de ser componente da orquestra, promove o projeto virtual Partituras, Livros & Bugigangas, um portal na internet para compartilhamento do mercado editorial relacionado à música e produção cultural. “O sonho agora é estudar e trabalhar com música em outros países.”