Foi assistindo a uma novela da Rede Globo, que aos 6 anos Carolyne Galvão, hoje com 17, se encantou com uma bailarina e se apaixonou pelo balé clássico. A família então começou a buscar escolas de dança que coubessem no orçamento. Um amigo recomendou o Basileu França, atualmente um Instituto Tecnológico em Artes, e aos 9 ela começou as aulas no corpo de baile infantil, guiada pela professora Graziele Matos.

Carolyne é um exemplo de como, apesar de todas as dificuldades enfrentadas na área, Goiás se tornou celeiro de jovens talentos também na dança clássica. Muitos nomes construíram com Carolyne uma trajetória de dedicação, disciplina e paixão. Personagens que não se dão por vencidos com obstáculos na formação de novos nomes, a exemplo de professores como Olga Dolganova, Fabiano Lima, Carol Segurado e Simone Malta, que estiveram de alguma forma na caminhada de Carolyne.

Os ensaios chegam a oito horas diárias e atualmente a goianiense se dedica totalmente ao balé. Agora, ela espera conseguir uma bolsa para estudar fora do País. Caso não consiga, planeja seguir a engenharia civil e garante que sempre se dá bem com os números. “Adoro exatas, adoro cálculo. Sempre me dei bem na escola”, afiança. De qualquer modo, Carolyne avalia convites e aguarda o desenrolar das propostas para decidir se continua a dedicação ao balé ou retoma outros estudos.

Energia do palco

A dança, segundo Carolyne, ocupa o principal espaço em sua vida. Depois da família, ela despende todo o tempo aos ensaios e, quando sai, é quase sempre com amigas da dança. O prazer de estar no palco, em solo ou em grupo, justifica toda a dedicação. “Dançar me dá a melhor energia do mundo, me traz uma felicidade muito grande. Quando danço, é como se fosse livre de tudo, como se pudesse fazer qualquer coisa. É o momento mais feliz da minha vida.”

Mas como seria mesmo a apresentação perfeita? “É uma apresentação sem erro nenhum e o principal da dança, que é dançar. Uma apresentação em que ao mesmo tempo a bailarina tem a técnica e a dança com ela”, define a jovem. Para isso, enfatiza Carolyne, é preciso disciplina, dedicação e muitas vezes abrir mão de muitas coisas que aqueles que têm a mesma idade fazem.

Não por acaso, o Basileu França, onde a jovem estuda, se tornou sua segunda casa. É lá também seu ponto de partida para as participações em eventos dentro e fora do País. A rotina de apresentações trouxe a experiência e a maturidade que só o encontro entre o palco e público podem trazer. E é nesse ponto de encontro que artistas como Carolyne pretendem ser são forjados e lapidados.