Mesmo com a agenda de shows deixando claro a localização do cantor Amado Batista, o Ibama e a Justiça do Mato Grosso não conseguem encontrá-lo para cobrar uma multa. A cobrança é referente ao desmatamento ilegal em uma das propriedades do artista, em Cocalinho, divisa entre Goiás e Mato Grosso, segundo informações publicadas pelo site The Intercept na manhã desta quarta-feira (11).

Conforme assinalado pelo portal e noticiado pelo POPULAR em 2015, o cantor foi multado em R$ 1,2 milhão por graves irregularidades em sua fazenda. De acordo com relatório do Ibama, o sertanejo teria desmatado em 2014 uma área de 20.000 hectares de florestas, cerca de 22 mil campos de futebol, sem autorização do órgão.

Segundo o The Intercept, a última movimentação constatada no Ibama sobre a multa é que o cantor foi “notificado via edital para alegações finais”. Isso significaria que os órgãos responsáveis pela cobrança não conseguiram encontrá-lo para avisá-lo da infração.  

Para o portal, o advogado de Amado Batista, Maurício Vieira de Carvalho Filho, disse que a fazenda do artista “está de acordo com as normas legais, e devidamente autorizada a promover a exploração da agropecuária”, afirma.

A defesa ainda alegou que o termo de infração se refere apenas “a menos de 1% da área total da propriedade”. O advogado afirmou que a autuação se deve a uma falha técnica na licença ambiental. “A multa será paga, aguardando apenas a decisão e deliberação do órgão competente”, disse.

A reportagem do POPULAR tentou contato com a assessoria do cantor, mas não obteve resposta. Segundo o departamento de marketing do sertanejo, o próprio artista é o responsável por responder “sobre questões pessoais”. A equipe tentou falar com Amado Batista, mas não obteve sucesso. O espaço segue aberto para manifestação.