Para ter uma saída honrosa da Secretaria Especial da Cultura, Regina Duarte vinha trabalhando desde então em um projeto para a produção de vídeos que têm como objetivo apresentar as atividades já executadas na pasta desde março, quando ela tomou posse. Além da deputada Carla Zambelli, de quem Regina é amiga, ela conta com o apoio do secretário de Assuntos Especiais da Presidência da República, o contra-almirante Flávio Rocha. A deputada federal deverá agora indicar nomes para a Cultura, uma vez que as escolhas feitas por Regina foram derrubadas por ela mesma ou por Bolsonaro.

No final de semana, o presidente já havia comentado com deputados bolsonaristas que a atriz estava disposta a mudar de cargo. Por isso, na terça-feira, ele convidou o ator Mário Frias para um almoço no Palácio no Planalto. No encontro, de acordo com assessores presidenciais, Bolsonaro sondou o ator sobre a possibilidade de ele substituir Regina. Ele se mostrou animado, de acordo com relatos feitos à reportagem. No início do mês, em entrevista à CNN, Frias já havia dito que seria uma honra ocupar o posto. Ele aceitou o cargo ainda nesta quarta-feira (20) no fim do dia.

Pela manhã, após encontro com Regina, o presidente sinalizou que Frias era o seu favorito, mas disse que, antes de fazer um convite, conversaria com outros integrantes da classe artística para tomar uma decisão. Antes de convidar Regina, Bolsonaro cogitou convidar o ator Carlos Vereza, mas suas críticas recentes ao governo levaram o presidente a desistir de fazer uma nova ofensiva.