Um dos grandes desafios de Tatiana Ávila no início da quarentena foi estabelecer uma rotina para os dois filhos – além de Valentina, ela tem o Gustavo Filho, de 7 anos. “Montei um quadro de tarefas, com horários de acordar, lanchar, brincar e estudar. É um momento de muita conversa e dedicação mesmo, não dá para terceirizar isso não”, ressalta. Especialistas afirmam que no meio de brinquedos, celulares e outras atividades lúdicas, as crianças precisam estabelecer um cronograma diário e os pais não podem tratar o recesso escolar por conta do coronavírus como férias forçadas.

“É extremamente importante que a criança entenda que esse não é um período de férias, e sim de isolamento e que é preciso manter uma rotina. Tirar o pijama, escovar os dentes, tomar café, iniciar os estudos e estabelecer novas atividades no dia devem fazer parte da programação. Dessa forma, os pequenos vão entender que cada atividade deve acontecer numa sequência de horários”, sugere a psicóloga Ana Paula Matias, que ressalta ainda o papel dos pais nesse momento de pandemia. “Os adultos precisam conseguir controlar a ansiedade do momento vivido, pois os filhos tendem a repetir o comportamento deles”, complementa a especialista.

A psicóloga ressalta algumas dicas que podem ser fundamentais para não deixar os filhos ociosos e para criar o hábito de estudo em um ambiente que, quase sempre, está relacionado ao descanso e ao lazer. “A primeira coisa é contar para os filhos o que está acontecendo, pode ser de forma lúdica. Depois, criar juntos uma rotina e encontrar recursos para estimular a criatividade, seja em livros, jornais, revistas ou internet, e aproveitar o espaço do lar para brincar. Já para os pais que trabalham o dia todo, fora ou em home office, é crucial organizar um tempo para atenção às crianças”, destaca Ana Maria.