Viajar com pets não é para todo mundo. A solução para muitas pessoas é contratar serviços de hotéis e profissionais que cada vez mais se especializam em cuidar dos bichinhos enquanto seus donos viajam.

Em Goiânia, o mercado está em plena expansão e janeiro é considerada alta temporada. “Abrimos o hotel há três anos e, desde então, a procura não para de crescer. Hoje temos capacidade para 63 animais, entre cães e gatos de pequeno, médio e grande portes. A ocupação neste final de ano foi de 100%”, conta Lorena Hilário, proprietária do Recanto dos Bichos, uma espécie de hotel-fazenda para bichos que funciona na zona rural da cidade. Uma expansão do hotel está prevista ainda para este ano.

Algumas clínicas veterinárias e pet shops de Goiânia também oferecem hospedagem para cães e gatos. Existem desde pequenos canis, que aceitam animais de pequeno porte, até hotéis preparados para receber animais de todos os tamanhos e que dispõem de uma série de atividades. Além de tudo isso, há também uma espécie de “creches” específicas para bichos de estimação que oferecem estrutura completa que chega a impressionar até os humanos.

Nesses locais, piscinas, gramado, brincadeiras e cuidados para que os bichinhos se sintam em casa fazem com que os donos viajem tranquilos. A média do preço das diárias é R$ 50 para cães, R$ 35 para gatos e R$ 20 para pássaros.

O mercado anda tão aquecido que viu surgir até um novo tipo de profissional: a pet-sitter, babás de animais domésticos, que viraram uma mão na roda para quem trabalha muito ou precisa viajar com frequência. Em média, a diária de um pet-sitter custa metade do preço da cobrada pelos hotéis-canis, com direito a passeio e mimos personalizados. Antes de assumir a função, uma pet-sitter visita o animal para conhecer seus hábitos e gostos.

 

Cuidados
Para a estudante Gabriela Rabelo, de 40 anos, a vida ficou bem menos complicada após conhecer o trabalho da pet-sitter Leonora Alves. Dona de um cachorrinho de seis anos, o Tico, Gabriela não sabia o que fazer com o bichinho durante suas viagens e também enquanto estudava. Foi quando ouviu falar do trabalho de Leonora em um grupo de proteção a animais no Facebook. “A Leonora é ótima. O Tico tinha muito medo de outros cachorros, não gostava de se socializar. Depois que passou a receber os cuidados dela, melhorou bastante”, explica Gabriela.

Leonora é babá do Tico duas vezes por semana. Leva para passear, brinca e cuida do bichinho enquanto seus donos estão ocupados. A grande vantagem de levar o profissional para dentro de casa é o serviço personalizado e de mais fácil aceitação do animal que tem dificuldades de se adaptar a ambientes estranhos e a dividir espaço com outros bichos. A babá de pet conta que grande parte da clientela é formada por pessoas que trabalham muito e viajam frequentemente.

Mas há também quem recorra ao serviço por apenas algumas horas. “Existem duas formas de fazer o serviço: ou eu vou na casa do cliente ou o cliente traz o animal para minha casa, que virou uma espécie de creche de animais”, explica Leonora. Ela transformou sua paixão por bichos em negócio. A pet-sitter não revela valores, mas conta estar muito satisfeita em ter trocado o emprego em uma empresa de telefonia pelo novo trabalho. “A grande diferença é que agora ganho dinheiro com algo que realmente gosto.”

No mercado, o valor do serviço de babá de animais é a partir de R$ 50 a hora. Mas isso depende da frequência dos cuidados, do tipo e tamanho do animal. Outra vantagem em relação aos hotéis é que é o dono quem escolhe quais atividades os pets devem realizar: quantas vezes e onde ir passear, o tipo de alimentação e a hora de ministrar medicamentos em bichos que precisam desse tido de cuidado.