O Grande Hotel, símbolo do movimento art déco de Goiânia, já foi o suprassumo dos bailes e das reuniões de negócios nas primeiras décadas da então nova capital. Hoje, quem passar por lá vai encontrar salas desocupadas, vazias ou entupidas por cadeiras, móveis e objetos. Os amplos cômodos com janelas que dão acesso para a Avenida Goiás não têm funções artísticas e também não há nenhuma programação pontual no espaço, salvo às sextas-feiras, quando as calçadas do antigo hotel servem de palco para o projeto Grande Hotel Revive o Choro.

Inaugurado em 1937, algumas salas do prédio são utilizadas para secretarias da prefeitura e uma outra parte é ocupada por funcionários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), órgão que detém o domínio do espaço físico do Grande Hotel. De acordo com o secretário municipal de Cultura, Kleber Adorno, o prefeito Iris Rezende (PMDB) encaminhou um projeto de lei para a Câmara Municipal de Goiânia, com o pedido de autorização para que a propriedade esteja sob coordenação e atuação do município, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Secult). “Queremos implementar um centro cultural que funcione 24 horas no Centro da cidade”, promete.