A Globo enviou um e-mail a seus funcionários informando que aqueles que optarem por não se vacinar poderão ser desligados da empresa. Segundo a mensagem, passa a ser obrigatória a vacinação contra a Covid-19, com exceção dos trabalhadores que não podem receber a vacina por motivos médicos. A justificativa é que a não vacinação pode impactar e colocar em risco a saúde de outros funcionários.

Nos Estados Unidos, a medida foi tomada por empresas como Walmart, Google, Netflix, Uber, McDonalds, Disney, United Airlines, Facebook, Twitter, Apple, Ford e General Motors, segundo informou a BBC News Brasil.

No início de agosto, a CNN americana anunciou que havia demitido três funcionários que frequentaram os escritórios da empresa sem estarem vacinados. Também lá, a Netflix passou a exigir tanto de atores quanto da equipe técnica a comprovação de imunização para que estes pudessem entrar nos sets de filmagem e demais ambientes de trabalho.

No Brasil, o direito de se negar a tomar vacina já chegou à Justiça do Trabalho, onde, por enquanto, há decisões favoráveis à demissão por justa causa.

Para advogados, o tema ainda é novo, delicado e deve ser tratado com cuidado pelas empresas. A mera recusa ou atraso em buscar a vacinação, quando disponível, não configura automaticamente as condições para a justa causa, dizem.

Levantamento do Datalawyer para a Folha de S. Paulo mostra que 2.704 processos trabalhistas já discutem, nos pedidos iniciais, demissão por justa causa e recusa à vacina.