“Para se sair bem no programa e também na vida, as dicas são não mentir, não manipular e ir contra algo errado dentro da casa.” O conselho é do diplomata goiano Rômulo Neves, 40 anos, participante da edição 2017 do Big Brother Brasil, da Rede Globo. O novo jogo começa na segunda-feira (22), após a novela das nove, O Outro Lado do Paraíso, e os 16 participantes já foram revelados. Entre os jogadores, o arquiteto goianiense Breno Simões, de 29 anos, entra na disputa.

“O que me chamou mais atenção foi o paraense Diego (escritor, 31 anos). Acho que, neste ano, o programa diversificou as regiões, mas se limitou ao tipo tradicional dos anos anteriores com jovens bonitos. Tomara que sejam pessoas interessantes também”, analisou Rômulo, a pedido do POPULAR. Para escolher os novos participantes, a produção do BBB passou por 13 capitais – duas a mais do que na temporada anterior.

Natural de Anápolis e morando em Brasília desde 2003, quando ingressou ao Itamaraty, Rômulo foi eliminado no oitavo paredão e sua passagem pelo reality foi marcada pela fama de estrategista e de jogar um jogo ético dentro da casa. A tática não agradou o grande público e uma parte dos outros confinados. “A minha imagem não foi nem um pouco manchada porque quando participei fui sempre correto, íntegro, colaborativo, honesto e sem perder a alegria”, assegura o veterano.

Diferentemente de Breno, Rômulo não fez inscrição para entrar na casa mais vigiada do Brasil. Ele estava jogando bola com os amigos em Brasília e foi abordado por olheiros da Globo, modo de seleção também aplicado a outros goianos, caso de Munik, vencedora de 2016, que trabalhava como promotora de eventos no Autódromo de Goiânia. “Eles me perguntaram se eu tinha interesse em participar e disse que não. Eles insistiram e acabei aceitando e fui selecionado”, recorda o diplomata.

Depois que saiu do programa, Rômulo não cumpriu a sina de todo ex-BBB na busca por fazer dinheiro com presença vip em festas e propagandas na TV. O goiano diz que sua vida não mudou nada depois do reality. “Está tudo do mesmo jeito. Continuo na mesma mesa e não entrei em contratos publicitários por não ser o meu perfil”, comenta o diplomata, que no final de fevereiro embarca para o Paquistão, onde vai morar pelos próximos dois anos e meio servindo na embaixada.

A viagem a trabalho alterou o plano de carreira política do goiano. Rômulo tinha a intenção de disputar as eleições em 2018 para o cargo de deputado federal – objetivo que, segundo ele, o fez aceitar participar do BBB. Em 2010, ele saiu candidato e teve 1.073 votos. “Como a ideia era concorrer novamente sabia que o reality seria muito útil e foi. Nas três primeiras enquetes publicadas no Distrito Federal fiquei em duas em segundo e na outra em oitavo”, ressalta.

Quem é quem no jogo