Quando o filho mais velho da arquiteta e urbanista Fernanda Cuba, de 41 anos, João Lucas, de 4 anos, acordou na segunda-feira, a primeira pergunta para ele foi qual seria a atividade do dia? Brincadeira de massinha, construir uma pirâmide com palitos de picolé, construir um robô com bloquinhos de construção e resgatar os brinquedos que estavam guardados há algum tempo foram alternativas encontradas pela mãe para não deixar o filho parado. “Transformei minha casa numa escola. Estou montando uma rotina para eles porque eles pedem isso e é bom para gastar energia”. Fernanda conta que nesse momento a internet é uma grande aliada na criação de brincadeiras e atividades escolares em casa. “Estou pesquisando muito para não deixá-los ficar o dia inteiro assistindo desenho”, revela. Mãe de dois filhos, João Lucas, 4 anos, e Pedro Henrique, 2 anos, ela conta que o mais difícil nessa fase de isolamento é não deixar os meninos brincarem com os avós, que têm mais de 70 anos. A mãe da arquiteta é diabética e tem imunidade baixa e o pai fez uma cirurgia recentemente. “Eles gostam demais de brincar com os meus pais, mas infelizmente é preciso ficar longe.”