O homem e o cão no sinal vermelho

“Cuida bem desse cachorro”, disparou, sem pensar no que estava falando. A frase saiu como um espasmo incontido, impulsivamente, com o descontrole de uma barragem que explode. Segundos depois veio a culpa: qual era o sentido de pedir a um morador de rua, maltrapilho e subnutrido, sujo e humilhado, que cuidasse bem de seu cachorro?

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