Todo mundo já teve um grupo de amigos, que seguiu unido, ou não, pela fase adulta e com o qual compartilhou aventuras, dividiu segredos e acumulou histórias. No caso do telefilme Felipa e o Foguete, dos goianos Daniel Calil e Danilo Daher, a turma inseparável cresceu com a chegada de uma menina que precisou se mudar e abandonar o animal de estimação na casa do avô. Interpretado por atores goianos, ambientado em vários pontos de Goiânia e cheio de referências regionais, a produção, que chega como um presente de Natal da TV Anhanguera para os telespectadores, será exibida hoje a partir das 14 horas, logo depois do Jornal Hoje. Em seguida fica disponível na Globo Play.

A produção faz parte de um projeto que também contemplou as emissoras afiliadas da Globo de Minas Gerais, Brasília, Pernambuco e Ceará. “Nosso interesse é que cada estação carregue o máximo de regionalismo. Assim, o público acaba se vendo na telinha e há um aumento da relevância local. Com essa iniciativa, as influências específicas de cada casa saem do jornalismo e ocupam também os espaços da dramaturgia. A TV Anhanguera mergulhou profundamente nesse projeto e tenho certeza de que o público vai se sentir presenteado”, explica a diretora de Programação Regional da Rede Globo, Ana Lúcia Gomes.

Na história goiana, resultado da parceria entre TV Anhanguera, Globo Filmes, Ancine e a produtora goiana Pira Filmes, Felipa (interpretada por Maria Fernanda Pelles) é separada de Foguete, cachorro de estimação que já faz parte da família. Assim que a menina se muda, descobre que no novo prédio não é permitida a circulação de animais e que, por decisão dos pais, Foguete passará a morar na casa de seu avô, Jairo (Sérgio Mamberti). A partir daí ela se vê diante da necessidade de recomeçar, fazer novos amigos e se adaptar às duras regras do novo condomínio.

A saga ganha ares cômicos assim que Felipa conhece Fred (Jean Matheus), Juninho (Francisco Camargo) e Guto (Miguel Tsidkenu), os únicos integrantes da Associação dos Moradores Mirins, e apresenta Foguete contando as peripécias de um cachorro ator. O quarteto, na intenção de visitar o cãozinho, embarca em uma aventura por lugares desconhecidos rumo a casa do avô da menina e viaja entre o Setor Central, passando por locais emblemáticos como a Avenida Goiás e o Cine Ritz, até o Vera Cruz, um dos bairros mais antigos localizados na periferia da capital.

O núcleo de dramaturgia, quase que exclusivamente goiano, é formado ainda pelos pais de Felipa, Roberta e Cleber, vividos pelos atores Fernanda Pimenta e Rodrigo Cunha; pela síndica do prédio, dona Laura, interpretada por Eliana Santos; e pelo porteiro Rogério, que ganhou vida na pele do ator Allan Jacinto. Duas valiosas ajudas vieram de São Paulo: o animal que interpreta o vira-lata Foguete, que é, na verdade, a cadelinha Cacau; e o avô da menina, vivido por Sérgio Mamberti. Além disso, a consultoria artística das gravações é do cineasta Cacá Diegues,um dos fundadores do movimento Cinema Novo.