Morreu em Goiânia, nesta quinta-feira (24), a cantora Carina Duarte, de 47 anos, após complicações causadas pela Covid-19. A artista estava internada desde o dia 6 de junho, mas piorou e precisou ser entubada em uma unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital das Clínicas no dia 15 de junho.

Dona de uma voz única, Carina tinha comorbidades, como asma e obesidade, mas não chegou a ser vacinada. O marido dela, Erivelton Tolentino Tavares, mais conhecido como Erí, já tinha relatado que ela receberia o imunizante no dia que começou a sentir sintomas da doença. A filha dela, Nicole de Oliveira, de 23, também precisou ser internada e segue em tratamento.

Carina Duarte tem mais de 20 anos de carreira, colecionou fãs ao longo do tempo, e ficou conhecida por fazer shows em eventos particulares como aniversários e festas corporativas. O marido também é musico e parceiro de trabalho.

Nascida em Guarujá (SP), Carina cresceu ouvindo Barry White, Donna Summer e a disco music dos anos 1970 e 1980. Como ela mesma contou ao POPULAR há alguns anos, o início do trabalho com música teve influência da mãe, que foi cantora amadora na época da Jovem Guarda e conheceu de pertinho Roberto Carlos, Erasmo e companhia.  “Ela sempre contou a sua história e acho que isso me impactou muito, sabe? De forma inconsciente, ficou esse legado de fechar o ciclo que ela começou.”

A chegada por aqui aconteceu em 1995, quando a família veio conhecer Goiânia e, três meses depois, chegava de mudança. Em São Paulo tinha ficado o então namorado, hoje marido, que logo veio atrás da moça.

Depois do casamento e do nascimento da primeira filha, o casal decidiu formar uma banda, a Som Cave, que ficou na estrada por um tempo e, até mesmo, teve algumas músicas tocadas em rádios da cidade. Por incompatibilidade de agenda, não foi possível seguir com o trabalho em conjunto, mas isso não impediu que Carina continuasse. 

Da banda surgiu uma dupla: ela e o irmão, Jonas Júnior. Desde 2000, foram shows em algumas casas noturnas da cidade.

As influências musicais incluem as brasileiras Elis Regina, Gal Costa, Maria Betânia e Marisa Monte e também as estrangeiras, como Diana Ross, Etta James, Nina Simone e Adele.

O repertório para os shows contratados geralmente partia de sugestões de todos na família, incluindo os dois filhos adolescentes. “É uma análise do tipo: tem a ver com nosso público? Tem a ver com a gente? Se todas as respostas forem sim... ok, vai para o repertório”, relatou há época. 

Em 2011, eles criaram o Carina Duarte Live Project, estilo personalizado com batida eletrônica, e continuaram encantando públicos diversos de Goiás.