Também conhecida como pata de elefante, a calça boca de sino - hoje chamada flare, inspirou outras peças de roupas. O alargamento aparece também nas mangas de blusas, bodies e vestidos. Peças únicas, como macacões e macaquinhos também ganharam barras com diâmetros avantajados. Quando a intenção é combinar as duas tendência, a atenção precisa ser redobrada. Apenas as mulheres com o biotipo triangular (tipo pera) e ampulheta (ou formato de oito) podem abusar da mistura.

A consultora de estilo Mariana Caldas Carvalho explica que mulheres com biotipo retangular podem usar a flare com blusas mais largas, deixando a cintura em evidência e observando o equilíbrio das cores na parte superior e inferior do corpo. Já quem se enquadra no biotipo triângulo invertido (ombros mais largos que o quadril) deve evitar blusas soltas. É que a combinação deixa os ombros ainda mais largos.

Outra novidade diz respeito a tecidos e cores. Nem só de jeans vivem as peças com pegada flare. Elas podem ser feitas de elastano, malha, couro ou alfaiataria. Mulheres com o biotipo oval devem optar por cores mais escuras ou estampas que ajudam a afinar a silhueta, como listras verticais. “Outra opção é usar a flare com um cinto de fivela maior, que vai chamar atenção para o centro do corpo e afinar a silhueta visualmente. Coletes também são boas alternativas.”

Para Mariana a calça flare não deve sair do guarda-roupa tão cedo, por se tratar de um modelo democrático que, quando usado da fora correta, valoriza qualquer biotipo.