Ele desbancou o casal Jay-Z e Beyoncé em premiação com o clipe Bluesman, o segundo disco da carreira foi eleito o melhor de 2018 pela crítica especializada e por onde passa esgota os ingressos. Aos 23 anos, o rapper baiano Diogo Moncorvo, conhecido como Baco Exu do Blues, tornou-se um dos nomes mais influentes do rap nacional. O artista é a grande atração da primeira noite de shows da 21ª edição do Festival Bananada na arena montada no Passeio das Águas Shopping. A abertura dos portões será às 19 horas em noite com atrações de peso, como Black Alien, ex-Planet Hemp, e Liniker e os Caramelows.

Baco apresenta-se pela primeira vez em Goiânia e traz no repertório sucessos como Te Amo Desgraça, faixa que faz parte do primeiro disco do artista, Esú (2017), que rendeu indicações e prêmios, como o de artista revelação e melhor música do Prêmio Multishow de 2018. O rapper apresentará outro destaque da carreira como Bluesman, que teve o clipe vencedor do prêmio da categoria entertainment for music (entretenimento para música) do festival Cannes Lions, superando Apeshit, de Beyoncé e Jay-Z, e Oh Baby, do LCD Soundsystem. Montado no formato de curta, o vídeo tem mais de 8 minutos.

Admirado por artistas como Caetano Veloso e Vanessa da Mata, com quem gravou a música Tenha Dó de Mim, Baco também é conhecido por suas polêmicas. Pouco tempo depois de lançar a faixa Me Desculpa Jay-Z e chamar a atenção de Beyoncé nas redes sociais, o cantor causou alvoroço na composição BackStreetBoys com uma frase direcionada ao casal mais poderoso do showbusiness: “Quando o Jay-Z ficou estéril, a Beyoncé me ligou perguntado se eu doo sêmen”. O rapper também faz alusão à música I Want It that Way, da banda Backstreet Boys, que inspirou o nome do novo single.

O sucesso de Baco foi meteórico. Na adolescência, ele frequentava batalhas de MCs e se juntou ao grupo de rap D.D.H. (Direto do Hospício). Aos 19 anos, quando estava quase desistindo da música, chamou a atenção da cena do rap nacional com a ácida Sulicídio. Feita em parceria com o pernambucano Diomedes Chinaski, a faixa reivindica a falta de holofotes voltados para a cena nordestina. As rimas causaram desconforto no eixo Rio-São Paulo (“Esses MC são tudo favela gourmet”). Conflitos pessoais, excessos, caos urbano, religião, amores e angústias figuram nas letras do artista.

Programação

Uma das figuras mais importantes do rap nacional, Black Alien, que emergiu na cena underground do Rio de Janeiro na década de 1990, em dupla com Speed (1972-2010) e no Planet Hemp até 2001, é outro grande nome na programação de hoje. O rapper, que acabou de voltar de uma turnê pela Europa, deve apresentar faixas do novo disco Abaixo de Zero: Hello Hell, terceiro da carreira solo. As nove faixas, lançadas em abril, foram feitas tendo como ponto central sua vitória contra as drogas e o álcool, caso das canções Capítulo Zero, Carta pra Amy e Aniversário de Sobriedade.

Outra atração bastante aguardada da grade de hoje é a banda Liniker e os Caramelows, que deve fazer o show da turnê do segundo álbum, Goela Abaixo. Formado por Liniker (vocais), Rafael Barone (baixo), William Zaharanszki (guitarra), Pericles Zuanon (bateria), Márcio Bortoloti (trompete) e Renata Éssis (backing vocal), o grupo é considerado um dos grandes nomes da nova geração da MPB. Ainda na noite, destaques para a baiana Luedji Luna, o paraense Jaloo e o goiano Mateus Carrilho, ex-banda Uó, que na edição 2018 do Bananada fez uma participação especial no show da Pablo Vittar.

Destaques: 

Palco Red Bull Music

23h: Edgar

0h20: Black Alien

2h: Baco Exu do Blues

Palco Natura Musical

22h20: Jaloo ft, MC Tha

23h40: Luedji Luna

0h10: Liniker e os Caramelows

Palco Tropical Transforma

21h: Goiaba e os Tranquilos

0h: Black Pantera

0h40: Mateus Carrilho