Na Antiga Estação Ferroviária, o trabalho mais urgente já começou: foram iniciadas as demolições de alvenarias e a restauração dos painéis do artista Frei Confaloni, com serviços de higienização e consolidação do suporte artístico. O prédio, que está parado há anos, passa agora por um projeto de revitalização e requalificação de todas suas instalações e de seu entorno, a exemplo da Praça do Trabalhador. Também prevê mecanismos de ocupação permanente na Estação, com o custo de R$5,87 milhões, despendidos do governo federal por meio do programa PAC Cidades Históricas, do Instituto de Patrimônio Histórico e Cultural (Iphan).

Nas próximas semanas serão iniciadas uma frente de execução de alvenarias e restauração da Maria Fumaça, localizada na parte externa do espaço. De acordo com o Iphan, também já foram atualizados os levantamentos e mapeamentos de danos. Desenvolvido pela arquiteta Janaína de Castro, a reforma inclui a recomposição dos trilhos, a criação de um museu, local para leitura, um café e a reconstrução de uma fonte para homenagear o monumento do trabalhador, demolido durante a ditadura militar. “Até o final do ano a Estação Ferroviária estará nos trilhos”, aponta o secretário municipal de cultura Kleber Adorno.