Se Goiânia é a “rock city”, como rezam os produtores da cena goiana, então é o gênero musical que vai fazer a cabeça da galera neste fim de semana. Em comemoração ao Dia Mundial do Rock, celebrado ontem em várias partes do globo, casas de shows, centros culturais, boates e bares programam uma agenda especial até domingo. De bandas autorais já na estrada há anos a covers de grupos aclamados mundialmente, como a Pink Floyd, quem gosta de rock poderá bater cabelo com o ritmo reiterado por riffs energéticos e discursos politizados.

Não importa a data: quem chega a Goiânia em qualquer época do ano sempre dá de cara com shows de rock espalhados por diferentes espaços da capital, em festivais como o Goiânia Noise, que comemora os seus 23 anos em agosto, ou em apresentações individuais de bandas-foguete, como Boogarins ou Black Drawing Chalks. O popular título de “Goiânia Rock City” não é gratuito. No início da década de 1990, enquanto duplas sertanejas se multiplicavam em Goiás e partiam para carreira nacional em cidades como São Paulo ou Rio de Janeiro, bandinhas de stoner rock já pipocavam pelas garagens de Goiânia.

Em um movimento de contracultura, espaços segmentados passaram a atrair um público específico, que, ao longo dos anos, cresceram e se mantiveram em convergência cultural. Basta prestar atenção na programação de festivais que fazem parte do roteiro dos eventos anuais do Estado, como o Bananada e o Vaca Amarela, que atualmente já não são exclusivamente festivais de rock, mas que brincam com a aglutinação entre o pop, o rap e a nova MPB.

O resultado é um público misto e que caminha para a heterogeneidade musical. Para este fim de semana, O POPULAR traçou o roteiro das principais comemorações, de fazer qualquer um tirar a bandana da gaveta, resgatar a camiseta do grupo favorito e se jogar nos inferninhos sonoros.