Diferente do que muitas pessoas acham, a língua presa é uma alteração comum, que pode estar presente desde o nascimento. O problema ocorre quando uma pequena porção de tecido, que deveria ter desaparecido durante o desenvolvimento do bebê na gravidez, continua na parte de baixo da língua, chegando a limitar os movimentos.

Existem graus variados de língua presa e a falta de diagnóstico precoce pode causar vários problemas, como dificuldade para amamentação nos bebês e, no futuro, crianças, jovens e adultos com dificuldade na mastigação, deglutição, alterações na fala, entre outros sintomas. Segundo o cirurgião-dentista Willian Ortega, o teste da linguinha é um exame simples e rápido, que possibilita diagnosticar e indicar o tratamento.  

Por lei, todas as maternidades e hospitais são obrigados a realizar o exame em bebês recém-nascidos. "O teste deve ser realizado nas primeiras 72h de vida até 30 dias no máximo. O diagnóstico verifica se há a necessidade de correção. Quanto maior a criança mais resistente e espesso se torna o freio", conta. 

Ainda conforme o médico, o procedimento em recém-nascidos é indolor e não sangra. “O bebê que nasce com o freio lingual alterado vai ter dificuldades na sucção e deglutição, fazendo com que essa criança gaste mais energia ao amamentar e, consequentemente, ganhe menos peso”, explica.

Caso diagnosticada a língua presa, é necessária a realização do pique no frênulo que está preso, popularmente conhecido como pique na língua, por um profissional da área médica ou dentista. “Para as mães que notam alguma alteração na língua da criança mais velha, tais como problemas para atingir os dentes de trás com a língua, fazer certos sons ou cuidar dos dentes, consulte um dentista”, finaliza.