Com a chegada do carnaval, blocos e festividades reúnem alegria, mas também podem trazer perigos para a saúde bucal se não houverem cuidados. Neste período do ano, aumentam o surgimento de doenças bucais causadas através do beijo e da troca de saliva.

A prática de beijar várias pessoas nos bloquinhos e bailes de Carnaval tem um lado negativo e deve ser levado em consideração, pois a boca pode ser um “lar” de uma quantidade enorme de vírus, bactérias e fungos, tornando assim um caminho para a transmissão de infecções, como herpes, mononucleose (doença do beijo), sapinho, catapora, caxumba, candidíase, sífilis, gripe e até mesmo gengivite e cárie.

Para isto, o odontólogo - especialista em cirurgia oral menor, Dr. Fernando Borges, alerta aos jovens e adultos dos problemas que podem ser adquiridos durante a diversão: “evite beijar várias pessoas, principalmente as que têm lesões na boca. São sinais perceptivos, como a herpes. Infelizmente algumas estão mascaradas internamente na boca: gengiva, língua ou bochecha”, pontua.

De acordo com o especialista, cada infecção tem um sintoma e um tratamento diferente. “A herpes, por exemplo, traz risco de infecção sexual transmissível para as partes genitais, tanto do homem, quanto da mulher. Já a mononucleose, em estado avançado, pode causar internação por febre e diarreia”, explica.

Segundo o odontólogo, na maioria dos casos, os sintomas mais comuns são: garganta inflamada, mal-estar, inchaço dos gânglios linfáticos e febre. Já a prevenção é cuidar da limpeza diária da boca: escovar os dentes, usar o fio dental e enxaguante bucal e consultar regularmente um dentista para manter saudável a saúde bucal.

Diante de qualquer sintoma, deve-se recorrer imediatamente a um profissional de saúde para iniciar o tratamento que, de acordo com o Dr. Fernando, é feito através de coquetel. “O paciente será devidamente medicado em torno de 15 a 21 dias, de acordo com o contágio do vírus, para não deixar a infecção aumentar. Há infecções que diante de um sistema imunológico debilitado a pessoa pode vir a óbito”, alerta o especialista.