Vivenciar as dores do parto é uma situação que raramente pode ser explicada para qualquer pessoa que não tenha passado por este momento. O Instituto Mundo Mãe dispõe de um aparelho de eletroestimulação que é introduzido na região abdominal dos homens e que consegue reproduzir as contrações que ocorrem durante o nascimento de um bebê. 
 
Nesta quarta-feira, 12, às 19h30, o Instituto Mundo Mãe realiza o Curso de Preparação para o Parto que tem o custo de R$ 100,00 e pode ser feito pelo casal a partir das 34 semanas de gestação. Ele tem a duração de duas horas e envolve fisioterapeutas, médicas ginecologistas obstetras com especialização em fisioterapia pélvica humanizada e doulas. A aula é ministrada no espaço duas vezes por mês. 
 
De acordo com a fisioterapeuta e empresária do Instituto, Morgana Garcia, o curso recebe este nome, pois o casal é preparado para o dia do nascimento do bebê. “O objetivo é que os pais vivenciem esse momento do parto sem nenhuma dúvida. Por isso, nós mostramos todas as posições possíveis e ensinamos as técnicas de alívio das dores. “Muitas mulheres por não se organizarem previamente para o parto, elas se sentem inseguras com relação à dor e já decidem por uma cesárea, que é um procedimento mais simples e agendado com antecedência”, esclarece Garcia. 
 
Para a empresária do Instituto, Ina Freitas, essa aula demonstra que o apoio dos homens durante o parto é fundamental. “Sem isso, a mulher pode desistir de tentar fazer um parto normal, ela sofre mais. O companheiro percebe que com a sua presença, a mãe consegue finalizar o processo do parto normal. E se no caso for uma cesárea, ele tem condições de cuidar melhor da mãe e do bebê com maior tranqüilidade e segurança”, alertou.
 
Parto é normal

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) realiza há mais de uma década um trabalho contínuo para a promoção do parto normal e a redução do número de cesarianas desnecessárias na saúde suplementar, que, atualmente, atinge o alarmante índice de 84,6% dos partos.

Desde 2004, diversas iniciativas foram lançadas, entre as quais a inclusão de cobertura obrigatória para parto acompanhado por enfermeira obstétrica e acompanhante, sem custos adicionais, durante o pré-parto, parto e pós-parto imediato; a implantação do Projeto Parto Adequado em hospitais privados e públicos; e a criação da Resolução Normativa nº 368, que garante o acesso da gestante a informações essenciais para que possa decidir sobre o seu parto.

A cesariana, quando não tem indicação médica, ocasiona riscos desnecessários à saúde da mulher e do bebê: aumenta em 120 vezes a probabilidade de problemas respiratórios para o recém-nascido e triplica o risco de morte da mãe.