“Minha primeira Barbie foi a Barbie noiva”, relembra a estilista Dani Messih. A preferência dos brinquedos na infância já prenunciava a ocupação no futuro. Mas a ligação com a moda também teve um empurrãozinho de casa. Filha de uma egípcia que imigrou para o Brasil ainda jovem, Dani viu a mãe construir um lar no novo país com a ajuda da técnica de costura egípcia. “Cresci vendo como as pessoas da família entendiam e reparavam na qualidade de todas as roupas. Isso me tornou muito criteriosa e exigente com acabamento e caimento do tecido em qualquer tipo de roupa, principalmente em vestidos”, conta. 

Para a formação em moda, então, foi um pulo, e a estilista trabalhou para marcas como M. Officer, Fause Haten e Canal. Mas foi em 2010 que ela investiu num voo solo. No ateliê de noivas, montado em São Paulo, Dani cria vestidos “atemporais e românticos, mas sem perder a sofisticação.”

Criação

A estilista só faz vestidos sob medida, “porque cada corpo é um corpo e cada sonho é pessoal”. Por isso, uma preocupação é com o estado de ansiedade das noivas. “Tento fazer com que elas visualizem o vestido entre a primeira e segunda prova para que a ansiedade não aumente. Ser noiva é bom, mas não é fácil. São muitas cobranças e autocríticas em relação à imagem, porque é um dia em que os olhares estão todos voltados para ela”, explica. 

A inspiração para o trabalho no ateliê vem de todos os lugares, como livros e filmes, mas a própria noiva acaba se transformando na principal “fonte” da estilista. Para isso, Dani precisa entender o que a cliente quer e quais inseguranças podem atrapalhar o grande dia. “Fazer vestido de noiva é ter apenas uma chance de acertar e realizar o sonho de alguém, por isso, a dedicação tem que ser de corpo e alma”