Há alguns dias terminou uma das semanas de moda mais importantes e visadas do calendário mundial. Entre 27 de setembro e 5 de outubro, a Paris Fashion Week retomou os desfiles presenciais e com a participação do público, apresentando a temporada primavera/verão 2022. O clima não poderia ser diferente: quem acompanhou, mesmo que virtualmente, percebeu que Paris estava em festa.

Fashionistas do mundo todo desembarcaram na capital francesa para acompanhar as apresentações das grandes grifes, como Chanel, Saint Laurent e Valentino. Entre as tendências, um dos destaques vai para o retorno do sexy nas coleções, com a valorização da silhueta e o culto ao corpo para conversar com as mulheres em contexto pós-pandemia, que estão retornando aos espaços sociais e querem, mais do que nunca, se “mostrar” ao mundo.

Passado e presente conversaram em diversas coleções, como nas homenagens às musas de outras épocas de seus criadores. Foi o caso da Saint Laurent, que saudou Paloma Picasso. Pierpaolo Piccioli, diretor criativo da Valentino, inaugurou oficialmente o projeto que ele batizou de Arquivo Valentino, em que ele recria peças icônicas como o casaco em animal print usado por Veruschka nos anos 1960.

A Chanel levou plateia presencial e virtual à loucura com sua viagem ao fim dos anos 1980 e aos anos 90 ao homenagear o grupo de super modelos que marcaram uma das eras mais emblemáticas da grife. Modelos sorrindo, se divertindo e interagindo com os fotógrafos e entre si remeteram a época de Naomi Campbell, Cindy Crawford e Linda Evangelista. Seguindo a mesma ideia, a coleção também é divertida e leve.

Confira alguns destaques de tendências primavera/verão apresentadas nos desfiles na semana de moda de Paris:

O retorno do sexy

A nova forma de se comunicar com as mulheres em contexto pandêmico de retorno à vida social apresentou peças super justas e muita pele à mostra com looks decotados, minissaias e com transparências. Uma maneira em que essa ideia vem aparecendo desde os desfiles de Nova York e Milão é com o uso do sutiã como protagonista do look, como mostrou Valentino, Prada, Hermes e Saint Laurent.

Viagem aos anos 90

O tom divertido e leve esteve presente nos looks, no andar e na atitude das modelos da Chanel. Maiôs, transparências e comprimentos micro se misturaram às correntes douradas. Os conjuntinhos de tweed, tecido que é marca da Chanel, apareceram curtinhos e em candy colors.

Alfaiataria

Além dos vestidos super sexy e das recriações de clássicos, a Maison Valentino apresentou coleção focada na camisaria para o verão. Camisa de manga curta, manga longa, bordada, com paetês, rendada, de plumas - teve de tudo. A Miu Miu trouxe uma espécie de alfaiataria que foi desconstruída por um jovem descolado. Blazer e camisa são usadas com microssaias, com uma proposta meio séria, meio sexy. A marca também bateu o martelo: a cintura baixa está de volta.

Resgate e ressignificação

“O Grande Baile do Tempo.” Foi assim que o diretor criativo da Louis Vuitton, Nicolas Ghesquière, descreveu a coleção de verão. Adaptar os códigos de vestimenta da época em que vive mantendo um certo ar do passado permeia a ideia da coleção, que trouxe elementos decorativos do Louvre da época em que o próprio Vuitton circulava por ali mesclados às bermudas e jeans de hoje. Saint Laurent mexeu no fundo do baú dos anos 1980 para trazer ombreiras, macacões colados e cartela de cor vibrante.

Cabelo natural

Uma tendência que vem de outras temporadas e que pôde ser observada nos desfiles da semana de moda de Paris é a pouca intervenção no cabelo natural das modelos, que desfilam com seus ondulados, lisos, cacheados, curtos ou longos. Cabelos esvoaçantes foram vistos nos desfiles da Saint Laurent, Hermés, Chanel e Valentino, por exemplo. O coque baixo com partição bem marcada no meio também foi bastante usado.

Alfaiataria

Além dos vestidos super sexy e das recriações de clássicos, a Maison Valentino apresentou coleção focada na camisaria para o verão. Camisa de manga curta, manga longa, bordada, com paetês, rendada, de plumas - teve de tudo. A Miu Miu trouxe uma espécie de alfaiataria que foi desconstruída por um jovem descolado. Blazer e camisa são usadas com microssaias, com uma proposta meio séria, meio sexy. A marca também bateu o martelo: a cintura baixa está de volta.

Resgate e ressignificação

“O Grande Baile do Tempo.” Foi assim que o diretor criativo da Louis Vuitton, Nicolas Ghesquière, descreveu a coleção de verão. Adaptar os códigos de vestimenta da época em que vive mantendo um certo ar do passado permeia a ideia da coleção, que trouxe elementos decorativos do Louvre da época em que o próprio Vuitton circulava por ali mesclados às bermudas e jeans de hoje. Saint Laurent mexeu no fundo do baú dos anos 1980 para trazer ombreiras, macacões colados e cartela de cor vibrante.

Cabelo natural

Uma tendência que vem de outras temporadas e que pôde ser observada nos desfiles da semana de moda de Paris é a pouca intervenção nos cabelos. As modelos desfilam com um aspecto mais natural, com seus ondulados, lisos, cacheados, curtos ou longos. Cabelos esvoaçantes foram vistos nos desfiles da Saint Laurent, Hermés, Chanel e Valentino, por exemplo. O coque baixo com partição bem marcada no meio também foi bastante usado.