Para quem tem filhos, um dos maiores gastos do início do ano é, sem dúvida, o material escolar. A situação pode ficar ainda mais complicada para aqueles que não se planejaram. Isso porque os itens ficarão, em média, 10% mais caros a partir deste mês, segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (Abfiae). 

De acordo com Reinaldo Domingos, doutor em educação financeira, devido à falta de instrução financeira, diversas despesas se acumulam e as famílias se perdem em meio a tantas contas para pagar, muitas vezes, ultrapassando o limite de orçamento financeiro. “Para começar, sempre recomendo que pensem o quanto precisam trabalhar para conseguir o salário. A partir daí, fica fácil valorizar esse dinheiro, aprendendo a pesquisar preço e, principalmente, a negociar os valores das compras”, diz o especialista. 
Ainda conforme Reinaldo, o primeiro passo é realizar um diagnóstico da vida financeira da família para saber exatamente quais são os ganhos e gastos mensais e quanto poderá dispor para a aquisição do material escolar. “Essa despesa é recorrente, ou seja, precisa fazer parte do planejamento anual. Para que os gastos não fiquem muito pesados em janeiro, é válido poupar durante todo o ano para conseguir fazer os pagamentos à vista e obter bons descontos”, ressalta o educador. 

Outra dica é que, antes ir às compras, a família deve analisar itens do ano passado e selecionar tudo o que pode ser usado novamente este ano, como tesoura, régua e mochila, por exemplo. “No caso dos livros, vale a pena procurar pais de alunos mais velhos para emprestar ou comprar por um preço mais acessível, se estiverem em boas condições de uso. Outra coisa interessante é reunir alguns pais e comprar itens em atacado, como caixas de lápis, cadernos e agendas”, aconselha. 

Segundo Reinaldo, a partir daí é preciso fazer muitas pesquisas e traçar um orçamento para ter noção do gasto total. “Não é preciso necessariamente comprar todos os itens na mesma loja, mas se for fazer é válido pedir descontos. No dia das compras, converse com os filhos sobre o orçamento, para que não corram o risco de se deixar levar pelo impulso e gastar mais do que o planejado. O ideal é sempre fazer os pagamentos à vista, mas se não for possível, opte por poucas parcelas que caibam no bolso para não comprometer as finanças de 2019 por vários meses”, conclui.